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Porto do Rio Grande tem movimento recorde
Por: Jornal do Commercio
Postado em: 19/01/2017 as 14:04:46

Inicialmente, a expectativa era que a estrutura movimentasse algo próximo a 39 milhões de toneladas. No entanto, o diretor técnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari, argumenta que, como muitos produtores de soja estocaram grãos, esperando melhores condições de preço e de câmbio, o patamar não foi atingido. Justamente por causa dessa demanda reprimida e da perspectiva de condições climáticas favoráveis, Tartari adianta que, se não houver uma reversão da expectativa da safra agrícola deste ano, o recorde deve novamente ser superado em 2017.

 

O resultado do porto gaúcho em 2016 torna-se mais impressionante na medida que o seu "carro-chefe", o complexo soja (óleo, farelo e grão), teve um desempenho aquém ao do ano anterior. No total, foram movimentadas cerca de 12,4 milhões de toneladas desses itens no ano passado, contra 14,2 milhões em 2015. Essa redução foi compensada na soma geral devido ao incremento de cargas como a celulose. Somente a produção da CMPC Celulose Riograndense, que envia celulose da sua planta de Guaíba ao porto da Metade Sul pela hidrovia, significou a movimentação de 1,4 milhão de toneladas no ano passado.

 

O movimento de embarcações até Rio Grande também aumentou passando de 3.067 viagens para 3.241. A maior elevação está relacionada com a navegação interior, que foi ampliada em 12% chegando a 1.343 viagens. O porto recebeu importações de 87 origens (os maiores volumes foram procedentes da Argentina, Estados Unidos, Marrocos, Argélia e Catar) e exportou para 70 destinos (principalmente para China, Irã, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão).

 

O diretor-superintendente do porto do Rio Grande, Janir Branco, salienta que o complexo, nos últimos dois anos, alcançou um superávit de R$ 52 milhões, sendo R$ 20 milhões no ano passado e R$ 32 milhões em 2015. Para 2017, o dirigente espera novas boas notícias. Branco informa que a modernização de 1.125 metros do cais público, que conta com recursos do governo federal na ordem de R$ 97 milhões, deverá ser concluída no segundo semestre deste ano. Iniciada em 2014, a medida ampliará o pátio de manobras e melhorará as condições de atracação dos navios, agilizando os embarques e desembarques. Posteriormente, a meta será aprofundar o calado do cais público, passando de 30 pés, para 40 pés. Essa ação deverá absorver aproximadamente R$ 60 milhões em investimentos.

 

O superintendente espera ainda para este ano o começo da dragagem de manutenção do porto, que também contará com aporte da União (R$ 368 milhões). O serviço deve levar em torno de nove meses para ser finalizado e possibilitará que o porto passe a operar com um calado de 46 a 47 pés, contra os 40 pés atuais. Tartari acrescenta que cada pé adicionado possibilita embarcar mais 2 mil ou 3 mil toneladas em cargas em um navio. O diretor técnico e o superintendente do porto do Rio Grande estiveram ontem em Porto Alegre para apresentar, juntamente com os secretários dos Transportes, Pedro Westphalen, e do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, os resultados do complexo portuário obtidos no ano passado.

 

Movimentação de cargas no porto de Rio Grande

 

Transferência de atividades da SPH para a Suprg deverá ocorrer em prazo de 90 dias

 

A partir de ontem, quando o governador José Ivo Sartori sancionou a extinção da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), começou a vigorar o prazo de 90 dias para fazer a transição das funções dessa autarquia para a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg). O secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, afirma que a ideia é potencializar o uso das hidrovias gaúchas (anteriormente, o dirigente já havia declarado que não rejeita, futuramente, a possibilidade de uma terceirização da gestão desses recursos).

 

A SPH é responsável pela administração de portos (da Capital, Pelotas, Cachoeira do Sul e Estrela), hidrovias e sinalização náutica. A probabilidade de que a terceirização seja implantada é concreta, já que Westphalen defende a participação da inciativa privada para otimizar as ações logísticas e desenvolver a intermodalidade. O dirigente cita como exemplo disso o terminal Santa Clara, localizado em Triunfo, que voltou a operar com a movimentação de contêineres no ano passado.

 

Além das hidrovias e da movimentação portuária, outro assunto comentado na reunião de ontem foi a situação do polo naval gaúcho. O secretário do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, adianta que a ideia é manter reuniões com o governo federal, nas próximas semanas, para obter informações sobre o caminho que seguirá a indústria naval no País. O secretário salienta que o governo do Estado pretende evitar que áreas dentro do porto do Rio Grande fiquem ociosas. Nesse sentido, o Estaleiro Rio Grande 2 (ERG2), que integra o complexo da empresa Ecovix no município, não fará mais três sondas que haviam sido encomendadas pela companhia Sete Brasil. Assim, não está descartado que esse espaço seja destinado, mais adiante, a outras atividades, além da construção naval.




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