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Acordo inédito entre armadores e práticos reduz custo do Porto de Santos
Por: Tribuna Online
Postado em: 12/12/2016 as 13:36:16

De acordo com o presidente da Praticagem de São Paulo, Cláudio Paulino Rodrigues, as negociações para a definição do novo cálculo de cobrança do serviço demoraram quase dois anos para serem concluídas. A intenção foi ampliar o número de escalas de navios de passageiros no Porto e ainda incentivar o desenvolvimento do setor de serviços e de atendimento ao turista na Cidade.

“Esta é uma demanda que a indústria de cruzeiros apresentou há bastante tempo. Nós entendemos o momento que o Brasil está passando, entendemos a diminuição do número de navios de cruzeiros e sentamos para conversar no início de 2015, até chegarmos a uma definição agora”, explicou o executivo.

Até ontem o preço cobrado era baseado em uma tabela negociada com o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). A partir de agora, o custo do serviço de praticagem dos navios de cruzeiro passa a ser calculado com base no número de escalas no complexo santista e no Porto de São Sebastião, no litoral norte do Estado.

“Na tabela, há um fator de preço relativo ao número de leitos que o navio oferece e outra coluna diz respeito à quantidade de escalas que as empresas de cruzeiros fazem aqui, no Porto de Santos. Um navio que faz oito escalas vai pagar cerca de R$ 13, 00 por leito. Já para um navio que venha para cá e faça mais de 20 escalas, esse preço fica perto de R$ 10,00 ou R$ 11,00”, explicou Rodrigues.

Conforme a nova tabela da Praticagem, o valor mais baixo a ser pago pelas armadoras de cruzeiros é de R$ 10,37 por leito. Neste caso, é necessário que a embarcação atraque mais de 46 vezes em Santos na mesma temporada. Em São Sebastião, o valor cai para R$ 8,78, nas mesmas condições. Já os preços mais caros são R$ 15,75 e R$ 16,65, respectivamente.

Negociação

Para o presidente-executivo da Clia Brasil, Marco Ferraz, a mudança de cálculo era necessária devido às características dos navios de cruzeiros. Segundo ele, por conta dos dois motores instalados nas partes dianteira e traseira das embarcações, a manobrabilidade torna-se muito mais fácil, além da tecnologia moderna, que não exige tantos esforços dos práticos.

“Como a gente está em um momento de falta de competitividade no Brasil, a gente tem que melhorar em todos os segmentos. E a praticagem é um segmento importante, que gera um custo para os armadores. Essa abertura que eles nos deram para a gente mudar o método e começar a fazer o cálculo em leitos foi muito importante. A gente espera que esse exemplo seja seguido por outras praticagens, porque a gente tem um País pronto para receber navios”, afirmou.

Mas, para Ferraz, além da assinatura do acordo com a Praticagem de São Paulo, existem outras questões que precisam ser repensadas para garantir uma maior oferta de navios de cruzeiros no cais santista. “A gente tem que mexer em muitos outros segmentos, mas (o desconto da Praticagem) é um impacto importante, sem dúvida. Estamos falando em 26% e tem muitos milhões de custos nesse setor. É relevante esse desconto. A gente fica mais perto do que é praticado no mundo todo e transforma o Brasil em um País um pouco mais competitivo. Temos que melhorar em infraestrutura, impostos e custos”, explicou o presidente-executivo da Clia Brasil.

Segurança

Após a assinatura do acordo, o presidente da Praticagem de São Paulo destacou a possibilidade de auxiliar os comandantes dos navios de cruzeiros na tomada de decisão. Ele se referiu ao Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego (C3OT) da entidade.

“Nós temos o único medidor de ondas em tempo real da costa brasileira instalado em frente à Ilha das Palmas. Agente tem feito estatísticas de que a altura das ondas tem ficado maior. Em 2011, a maior altura foi de 2,2 metros. Esse ano já tivemos uma de 4,25 metros e agora no sábado passado, 3,1 metros. Esse medidor de ondas permite que eu consiga informar ao comandante do navio que aquela manobra é melhor ser feita em outra condição climática, por exemplo. Isso não tem nada a ver com querer controlar tráfego, é simplesmente trabalhar dentro do serviço de praticagem que tem a segurança como prioridade”, destacou Cláudio Paulino Rodrigues.




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