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Libra pode render US$ 600 mil por dia ao governo já em 2017
Por: Jornal Extra
Postado em: 12/12/2016 as 13:28:33

Em entrevista ao GLOBO, Flores explica que o governo tem direito a 41% do petróleo explorado em Libra, na Bacia de Santos. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o campo tem volumes recuperáveis entre oito bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo equivalente. Libra é operado pela Petrobras em um consórcio com Shell, Total e as chinesas CNOOC e CNPC. Em junho de 2017, está previsto o início do teste de longa duração (TLD), uma das primeiras etapas para que a área seja declarada comercial.

— De acordo com a Petrobras, que é a operadora do consórcio, a previsão de produção do TLD de Libra é de 30 mil barris por dia. Considerando o valor de US$ 50 por barril, a parte que cabe à União (41%) corresponde a cerca de 12 mil barris por dia, equivalente ao valor de US$ 600 mil por dia — disse Flores.

Para que a venda do petróleo seja feita, a PPSA precisa contratar um agente comercializador, que poderá ser a própria Petrobras ou alguma outra petroleira, a ser escolhida por meio de uma licitação. Flores lembrou que essas regras serão definidas por uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que vai se reunir na próxima sexta-feira em Brasília:
— Essa resolução estabelece as regras para o processo de comercialização do petróleo e como será feito o contrato. Uma vez que o CNPE aprove a resolução no fim deste ano, ao longo do primeiro semestre vamos fazer essa contratação. E quando começar a produção já vamos ter uma agente comercializador contratado.

O executivo, formado em Engenharia Mecânica e que foi funcionário da Petrobras por 37 anos, explicou que, durante a fase de teste, os custos de investimentos não são recuperáveis pelo consórcio. Assim, durante essa fase exploratória, o consórcio vai pagar apenas 15% de royalties sobre a produção e dividir a receita entre eles.

— Quando declarar a comercialidade, passa a se chamar Sistema de Produção Antecipada. Aí, sim, entra a regra de recuperação de custos do consórcio, com variáveis distintas ao longo dos anos — destacou o executivo.

A fase de testes será feita por um navio-plataforma (FPSO), com capacidade para produzir até 50 mil barris por dia. Essa plataforma, chamada de Pioneiro de Libra, foi batizada no último dia 2 de dezembro em Cingapura. A unidade é de propriedade de um consórcio formado pela Odebrecht Óleo e Gás e pela Teekay Offshore e foi afretada (alugada) pelo consórcio de Libra.

Além dessa unidade ter sido feita no exterior, Flores lembrou que o consórcio também pretende afretar no mercado externo outra unidade, chamada internamente de Piloto de Libra, que será responsável pela produção a partir de 2020. Essa unidade ainda não foi contratada porque a ANP não deu autorização já que vai desrespeitar a cláusula de conteúdo local exigida em contrato.

— Ao fazer sua estratégia de desenvolvimento, o consórcio viu que o afretamento de FPSO era mais vantajoso em termos de custo e prazo. A ideia de construir um FPSO pelo consórcio foi concebida no contrato feito pela ANP, que fez uma tabela de conteúdo local com esse pensamento. Mas ela pode ser adaptada. Mas não é pão, pão, queijo, queijo. Tem que haver uma interpretação da tabela — disse Flores.

Ao citar a queda no preço do petróleo no mercado internacional e as dificuldades atuais da indústria naval, Flores destacou que é preciso rever os percentuais de conteúdo local.

— Acho que nem é zero por cento nem aquele percentual do contrato. Acho que a gente precisa encontrar um número parcial, uma identificação do conteúdo local possível de ser desempenhado.

Contratação de pessoal

A PPSA também quer acelerar os processos de unitização (quando as reservas de petróleo extrapolam as delimitações da concessão de um campo). Segundo o executivo, avançar nessa discussão é importante, pois trará ganhos para a União, já que essas áreas deverão ser leiloadas no próxima ano. De acordo com ele, as negociações entre Petrobras e PPSA para os campos de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos, e Tartaruga Verde, no pós-sal da Bacia de Santos, já foram concluídas e aguardam a homologação da ANP.

Além dessas duas áreas, as reservas que extrapolam o Campo de Carcará (pré-sal da Bacia de Santos) e Gato do Mato (pós-sal da Bacia de Campos) também devem ir a leilão. A expectativa para o certame, destacou Flores, é positiva devido às ações do governo, com as mudanças nas regras do sistema de partilha, com o fim da Petrobras como operadora única e da obrigatoriedade em deter 30% de todos os campos.

— Nossa expectativa é que haja maior atratividade para o setor de petróleo agora, com as ações do governo. O pré-sal tecnicamente já é bastante atrativo pelas condições geológicas. As áreas que já produzem, como Sapinhoá, têm alta produtividade. Nesse leilão, paga-se um bônus e se oferece um percentual de óleo para a União — destacou ele, ao explicar que o leilão das áreas unitizadas será sob o regime de partilha.

Com essas novas frentes de trabalho, a PPSA pensa em aumentar o número de funcionários, que hoje é de 34 pessoas, diz Flores:

— Com o movimento de novo leilão, e a comercialização do óleo da união, vamos aumentar a equipe a partir do ano que vem. Na lei, estão previstos até 150 empregados. Mas isso não vai acontecer no curto prazo. Será um movimento paulatino.




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